Escrevi um prélio
O prélio da vida
Plantei a semente
A semente da coragem
Irriguei a planta
A planta da perspectiva
Frutificou, amadureceu
E colhi na vida
Frutos de esperança
Frutos de mudança
Frutos de liberdade
Autora: Rosinilda
DIÁRIO DE RHEA: Quando a cidade dorme ai é que começo a viver meu orbe, nele eu me acho. É bom, esta na fronteira entre o sim e o não, entre o real e o ilusório,entre a razão e a loucura, entre a verdade e o aleive, entre o possível e o impossível. É lá que vivo, plena; É lá que eu eternizo, corro o risco sem medo. Autora: Rosinilda Bezerra Porto
quinta-feira, 21 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
Tanto cara
Cara ringrazio il cielo che mi ha dato te questa mia vita ora è vita sai
Cercavo il sole, ora è qui con me
E nei tuei occhi
Grazie, grazie di tutto quello che mi dai
La comprensione ed il bene che mi vuoi
La tenerezza che io trovo in te
Mi fa gridare al mondo che sei
Cara, tanto cara è la mia bambina
Certo, con un'altra mai la cambierei
Ora, ora che lei non ti era nulla
Solo prego il
Dio tenerti accanto a me
Accanto a me, accanto a me
Cara grazie di tutto quello che mi dai
La comprensione ed il bene che mi vuoi
La tenerezza che io trovo in te...
Mi fa gridare al mondo che sei
Cara, tanto cara è la mia bambina
Certo, con un'altra mai la cambierei
Cara, tanto cara è la mia bambina
Solo prego il
Dio tenerti accanto a me
Accanto a me
Accanto a me, accanto a me
Cercavo il sole, ora è qui con me
E nei tuei occhi
Grazie, grazie di tutto quello che mi dai
La comprensione ed il bene che mi vuoi
La tenerezza che io trovo in te
Mi fa gridare al mondo che sei
Cara, tanto cara è la mia bambina
Certo, con un'altra mai la cambierei
Ora, ora che lei non ti era nulla
Solo prego il
Dio tenerti accanto a me
Accanto a me, accanto a me
Cara grazie di tutto quello che mi dai
La comprensione ed il bene che mi vuoi
La tenerezza che io trovo in te...
Mi fa gridare al mondo che sei
Cara, tanto cara è la mia bambina
Certo, con un'altra mai la cambierei
Cara, tanto cara è la mia bambina
Solo prego il
Dio tenerti accanto a me
Accanto a me
Accanto a me, accanto a me
sábado, 9 de julho de 2011
Engradado
Engradado
Em um quadradoVivo ,revivo e fico
No orbe a silenciar
Como o crepúsculo
Sem luar
Engradado
Que prende, ata, domina
Meus pensamentos,
Aprisionado estão
Sem corrente
Engradado
Que fecha, laqueia, fulmina
Meus sentimentos
Amarrado estão
Sem guitas
Engradado
Eu vivo , revivo e fico
Presa no meu eu
AUTORA: Rosinilda
Saudade de si
Quando se acredita em um momento
E esse momento não ocorre
O homem se frustra
Quando o cerne confia
E esse momento não chega
O homem chora
Quando este momento que se espera
Esse momento ocorre
O homem se realiza
Quando esse momento esperado
Esse momento passa
O homem saudade sente
A vida é feita desses momentos
Momentos anunciados
Momentos cobiçados
Momentos sonhados
O homem é apenas um ser
Sonhador
Que se alegra , que se frustra, que chora
Que tem saudade
Saudade de si
Autora: Rosinilda
quinta-feira, 7 de julho de 2011
PROCURA DA POESIA
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.
O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.
Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.
Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo
.
Carlos Drummond de Andrade
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