terça-feira, 16 de novembro de 2010

Devaneios


Devaneios
Suaves recordações
Na selva da existência
De um amor camuflado
Em silenciosas palavras
Murmuradas no ouvido
Devaneios
Prazeres presentes
Sentidos na pele
De um amor proibido
Em abrasadores beijos
Roubados por ti
Devaneios
Desilusão perdida
Destino de duas  vidas
De um amor tão grande
Arrancado subitamente de mim

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O ato



Qual o Pássaro                  
Em busca do Ninho
Refúgio eu encontro.
No acalanto de teu encontro,
No aconchego do teu peito
Em teus braços estou seguro
Qual a corsa
Em busca por correntes de  água
Assim por ti suspira meu corpo,
Veleidade pelo teu
E em teus lábios me delicio
Como se degusta um bom vinho
Qual o rio
Em busca da imensidão do mar
No toque de tuas mãos
Eu me envolvo em Delícias,
Quando você me alenta
Meu corpo se abrasa
Qual o lobo
Em busca da presa
Assim são nossos corpos entrelaçados
Na fúria por sexo,
Encontram - se, se inflamam
No mais vil  ato
Qual a explosão
Que invade todo o universo
Assim é meu corpo,
No ato mais sublime de amor
Quando no ápice do orgasmo
 Repousa                                  
                                         autora:Rosinilda

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Refugio


Trafeguei nas fronteiras
Nas folhas escritas
De um opúsculo  mágico
Em encontros e desencontros
Refugiei  em mim
Atrás de um cristal
 Eu  estava
Fechada em meu orbe
Em chamas que abrasam
Qual vinho em noite fria
Viajando nos anseios
Mais vil de mim
 No silêncio da noite
Eu estava
                             Autora: Rosinilda

marcas



Cartas que esperam
Respostas imediatas
Perduradas em momentos
No fulgor dos sentimentos
Cartas
Palavras guardadas
Nas folhas marcadas
No desconcerto da fala
Pelos escritos meu
Cartas
Linhas  escritas
As histórias de vida
No desando de mim
As lembranças de alguém
Cartas
Severas juras
Promessas de carinho
Ficou em mim
Marcadas no rosto
Cartas
                               Autora:Rosinilda

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Revolta

Meu tédio
Minha vida
Regressar não pode
Quão imagem importuna
Viver!
Passado se cala
Presente entontece
Futuro não sabe
 Amei
Por que?
Eu não entendo
Confuso está
Desejos, prazeres
 Mistura-se
Procura! 
No meu mundo?
A  saudade, o  pranto
A palavra, a página
O  diário perdido
Eu
O nada, o todo
 Você, a vida 
O retrato que fala
Amargas lembranças
De um dia que perdi
Tempo. Não volta
Revolta.
                               Autora: Rosinilda

Eu sou

Eu sou
O tomo
A página
As linhas

 No tomo
 A Imagem de uma história
 Nas Páginas
 O Exemplo  da alma
 Nas Linhas
Os Caminhos meu

Vivo
 No tomo
O segredo  contido
Nas páginas
A  ânsia da alma
 Na linhas
Os versos escritos

Pois
Nas linhas da história
Nas páginas da vida
No tomo  o retrato
Eu sou
                           Autora: Rosinilda

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

eu e a palavra



Palavras escritas
Porem desdiga
Palavra dada
Palavras vividas
Porem perdidas
Palavra   amada

Pranteadas palavras
Que desdém o coração
Palavras desnudas
Palavras  minutas
Porem completa
Palavras malditas
Regrida no tempo
Palavras

Funestas  palavras
Que  esbagoa a alma
Palavras nutridas
Palavras marcadas
Porem  aclamadas
Palavra exata

Eu sou a palavra
Contida no peito
Palavras  dúbias
Palavras amargas
Porem  amigas
Palavras  ditas
Perdidas no tempo
palavras
                       Autora:Rosinilda

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Tempo



Tanto tempo
Tantos anos tentando
Tanto não querer, querendo.
Tanto sonhos não vividos
Tanto pranto perdido
Tantas horas, lamentos
Tanto tempo
Tempo. Tantos
Tentando nos anos
Querendo não querer
Viver o tempo 
O tempo de um tempo
Vividos sem sonhos
Perdidos em prantos
Lamentos de horas
No tempo
                              Autora:Rosinilda

sábado, 23 de outubro de 2010

Rompi

Rompi comigo e a rima.
Rompi com a vida, o remorso.
Rompi contigo, a distância.
Rompi da vida, o fracasso.
Rompi com o mundo, a ganâcia.
Rompi  de mim, as lágrimas.
Rompi !
Rompi !
Rompi  por ti, o desvelo.
Rompi  de  mim, a saudade.
Rompi  das coisas, a lembrança...
Rompi  em mim, a maldade.
Rompi de ti, a confiança.
Rompi  para sempre, o apelo.
Rompi!
                                 Rosinilda

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

passado

Eu não quero conversar,
Sobre as coisas que nós passamos
Embora isso me machuque,
Agora é passado
Eu joguei todas as minhas cartas,
E foi o que você fez também
Não há mais nada a dizer,
Nenhum ás a mais a jogar

O vencedor leva tudo,
O perdedor fica menor
Ao lado da vitória,
Está o seu destino

Eu estava em seus braços,
Achando que ali era o meu lugar
Eu achava que fazia sentido,
Construindo-me uma cerca
Construindo-me um lar
Achando que seria forte lá
Mas fui uma tola,
Jogando conforme às regras

Os deuses podem jogar um dado,
Suas mentes são tão frias quanto gelo
E alguém bem aqui embaixo,
Perde alguém querido
O vencedor leva tudo,
O perdedor tem que cair
É simples e está claro,
Por que eu deveria lamentar?

Mas diga-me se ela beija,
Como eu costumava te beijar?
Mas diga-me se é a mesma coisa,
Quando ela o chama?
Em algum lugar bem profundo,
Você deve saber que eu sinto a sua falta
Mas o que eu posso dizer?
As regras tem de serem obedecidas

Os juízes decidirão,
As coisas boas da minha vida,
Os espectadores do espetáculo,
Sempre ficam quietos
O jogo começa de novo,
Um amigo ou amante?
Uma pequena ou uma grande coisa?
O vencedor leva tudo

Eu não quero conversar,
Se isso te deixa triste
E eu entendo,
Você veio me dar um aperto de mão
Peço desculpas,
Se isso faz você se sentir mal
Ao me ver tão tensa
Sem auto-confiança
Mas você compreende
O vencedor leva tudo...
O vencedor leva tudo...

Alguém querido...
Leva tudo...
E o perdedor...
Tem que cair...
Lance um dado...
Frio como gelo...
Bem aqui embaixo...
Alguém querido...
Leva tudo...                                     ROSINILDA