DIÁRIO DE RHEA: Quando a cidade dorme ai é que começo a viver meu orbe, nele eu me acho. É bom, esta na fronteira entre o sim e o não, entre o real e o ilusório,entre a razão e a loucura, entre a verdade e o aleive, entre o possível e o impossível. É lá que vivo, plena; É lá que eu eternizo, corro o risco sem medo. Autora: Rosinilda Bezerra Porto
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
AMIGO
EU TENHO UM AMIGO:
QUE GUARDEI NO PEITO..
SÓ QUE O PEITO É PEQUENO.
GUARDEI-O NO CORAÇÃO;
MAS SABE QUE AINDA É PEQUENO?
ENTÃO O GUARDEI NA MINHA ALMA.
MAIS A ALMA É PEQUENA.
UM AMIGO; NÃO DE GUARDA.
AMIGA AGENTE TRATA,
AMIGO AGENTE AMA.
POIS AMIGO É TESOURO
QUE SE ACHA E GUARDA NA VIDA
sábado, 27 de agosto de 2011
Ti amo
Amo-te na sua inspiração,
Amo-te em meus versos, reversos
Nos nossos regozijos
Nas nossas loucas loucuras
Que somente eu e você sabe como descrever,
Amo tua pele,
Que exala a harmonia desta ternura,
Amo seu sorriso diante da meu rosto
Amo teu embaraço
Diante das minhas provocações,
Amo teus versos escondidos
Amo você bardo,
Que faz amor em versos
Amo tuas provocações de casta ternura
E esta feitiço que embala nossos cernes,
Poderia ser eu, feiticeira, fada...
Mas sou apenas uma poeta apaixonada,
Que simplesmente te ama.
Poderia descrever cada minuto
Cada ocasião tão nossa
Aquele olhar inesquecível,
O dia, à noite, os meses...
O encontro...
Mas ficarei em letra,
Dizendo...
Ti amo
Autora: Rosinilda( adaptação)
terça-feira, 23 de agosto de 2011
O que é um coração
O que é um coração?
Órgão responsável pela vida?
Para muitos um ajudado
Para uma boa oxigenação
O que é um coração?
Uma poesia maravilhosa sem letras
Que está num simples olhar,
num gesto mais ousado,
numa palavra emudecida
na ternura de uma caricia,
num suspiro que se escapa de dentro do peito...
O que é o coração?
O que esta dentro da gente?
O que o poeta declama?
Coração? É o coração de quem se ama
Órgão responsável pela vida?
Para muitos um ajudado
Para uma boa oxigenação
O que é um coração?
Uma poesia maravilhosa sem letras
Que está num simples olhar,
num gesto mais ousado,
numa palavra emudecida
na ternura de uma caricia,
num suspiro que se escapa de dentro do peito...
O que é o coração?
O que esta dentro da gente?
O que o poeta declama?
Coração? É o coração de quem se ama
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
ESPERA
No caminho de sua
sedução procuro
desvios, mas não
encontro.
No seu corpo,
perco-me.
No hálito de tua boca,
meu melhor
sabor...
O brilhos dos teus olhos;,
ofusca-me...
Venha, e não esqueça:
traga-me...
o Encanto
o Corpo
a Boca
os Olhos...
Quero embarcar e saborear,
dos teus encantos,
mas não adie...
Estou esperando!!!
sábado, 13 de agosto de 2011
Desejo
Abrasa-me o fogo
Esta paixão que me consome
Queima no peito e na carne
Inflama-me de desejos
E saudade de você
Vem sacia o desejo
Consome esse fogo
Embriaga-me com o toque
De tuas mãos quentes
Percorrendo meu corpo
Meu corpo sobre o teu
Na mais perfeita sintonia
Em incessantes desejos
Vi-me cercada por seus beijos
Borbulhantes sensações
Jorram dentro e mim
Um fecho de líquido quentes
Invadem o meu corpo
Ávidos , inquietantes
Nervos, músculos se contrai
Como espasmos convulsivos
Queima meu ventre
No ápice relaxa
Trêmulo, descansa em teu corpo desnudo
Não ti tenho
Meu ser ti busca
Na madrugada fria
Ti quero, em meus pensamentos
E esse fogo que não cessa
As horas se passam
Nesta madrugada fria
Ti vejo, ti quero, ti sinto
E nesta incansável busca
adormeço
Autora Rosinilda
Esta paixão que me consome
Queima no peito e na carne
Inflama-me de desejos
E saudade de você
Vem sacia o desejo
Consome esse fogo
Embriaga-me com o toque
De tuas mãos quentes
Percorrendo meu corpo
Meu corpo sobre o teu
Na mais perfeita sintonia
Em incessantes desejos
Vi-me cercada por seus beijos
Borbulhantes sensações
Jorram dentro e mim
Um fecho de líquido quentes
Invadem o meu corpo
Ávidos , inquietantes
Nervos, músculos se contrai
Como espasmos convulsivos
Queima meu ventre
No ápice relaxa
Trêmulo, descansa em teu corpo desnudo
Não ti tenho
Meu ser ti busca
Na madrugada fria
Ti quero, em meus pensamentos
E esse fogo que não cessa
As horas se passam
Nesta madrugada fria
Ti vejo, ti quero, ti sinto
E nesta incansável busca
adormeço
Autora Rosinilda
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Prélio
Escrevi um prélio
O prélio da vida
Plantei a semente
A semente da coragem
Irriguei a planta
A planta da perspectiva
Frutificou, amadureceu
E colhi na vida
Frutos de esperança
Frutos de mudança
Frutos de liberdade
Autora: Rosinilda
O prélio da vida
Plantei a semente
A semente da coragem
Irriguei a planta
A planta da perspectiva
Frutificou, amadureceu
E colhi na vida
Frutos de esperança
Frutos de mudança
Frutos de liberdade
Autora: Rosinilda
terça-feira, 12 de julho de 2011
Tanto cara
Cara ringrazio il cielo che mi ha dato te questa mia vita ora è vita sai
Cercavo il sole, ora è qui con me
E nei tuei occhi
Grazie, grazie di tutto quello che mi dai
La comprensione ed il bene che mi vuoi
La tenerezza che io trovo in te
Mi fa gridare al mondo che sei
Cara, tanto cara è la mia bambina
Certo, con un'altra mai la cambierei
Ora, ora che lei non ti era nulla
Solo prego il
Dio tenerti accanto a me
Accanto a me, accanto a me
Cara grazie di tutto quello che mi dai
La comprensione ed il bene che mi vuoi
La tenerezza che io trovo in te...
Mi fa gridare al mondo che sei
Cara, tanto cara è la mia bambina
Certo, con un'altra mai la cambierei
Cara, tanto cara è la mia bambina
Solo prego il
Dio tenerti accanto a me
Accanto a me
Accanto a me, accanto a me
Cercavo il sole, ora è qui con me
E nei tuei occhi
Grazie, grazie di tutto quello che mi dai
La comprensione ed il bene che mi vuoi
La tenerezza che io trovo in te
Mi fa gridare al mondo che sei
Cara, tanto cara è la mia bambina
Certo, con un'altra mai la cambierei
Ora, ora che lei non ti era nulla
Solo prego il
Dio tenerti accanto a me
Accanto a me, accanto a me
Cara grazie di tutto quello che mi dai
La comprensione ed il bene che mi vuoi
La tenerezza che io trovo in te...
Mi fa gridare al mondo che sei
Cara, tanto cara è la mia bambina
Certo, con un'altra mai la cambierei
Cara, tanto cara è la mia bambina
Solo prego il
Dio tenerti accanto a me
Accanto a me
Accanto a me, accanto a me
sábado, 9 de julho de 2011
Engradado
Engradado
Em um quadradoVivo ,revivo e fico
No orbe a silenciar
Como o crepúsculo
Sem luar
Engradado
Que prende, ata, domina
Meus pensamentos,
Aprisionado estão
Sem corrente
Engradado
Que fecha, laqueia, fulmina
Meus sentimentos
Amarrado estão
Sem guitas
Engradado
Eu vivo , revivo e fico
Presa no meu eu
AUTORA: Rosinilda
Saudade de si
Quando se acredita em um momento
E esse momento não ocorre
O homem se frustra
Quando o cerne confia
E esse momento não chega
O homem chora
Quando este momento que se espera
Esse momento ocorre
O homem se realiza
Quando esse momento esperado
Esse momento passa
O homem saudade sente
A vida é feita desses momentos
Momentos anunciados
Momentos cobiçados
Momentos sonhados
O homem é apenas um ser
Sonhador
Que se alegra , que se frustra, que chora
Que tem saudade
Saudade de si
Autora: Rosinilda
quinta-feira, 7 de julho de 2011
PROCURA DA POESIA
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.
O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.
Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.
Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo
.
Carlos Drummond de Andrade
Assinar:
Postagens (Atom)







