DIÁRIO DE RHEA: Quando a cidade dorme ai é que começo a viver meu orbe, nele eu me acho. É bom, esta na fronteira entre o sim e o não, entre o real e o ilusório,entre a razão e a loucura, entre a verdade e o aleive, entre o possível e o impossível. É lá que vivo, plena; É lá que eu eternizo, corro o risco sem medo. Autora: Rosinilda Bezerra Porto
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Amor escondido
Quando se tem um amor escondido
Querendo aflorar
É se guardar um rio perdido
Que não encontra o mar
Mas brilha tanto cada sorriso
E brilha mais que o olhar
Quando o desejo é claro e preciso
Quem pode ocultar
Tento esquecer te digo baixinho
Não sei se vou voltar
Mas nada prende mais que um carinho
Já vou te procurar
Vai pensamento voa no vento
Vai bem depressa corre pra lá
Conta pra ela meu sofrimento
Diga pra me esperar
Se passo o dia sem seu carinho
Me sinto sufocar
Pássaro mudo longe do ninho
Sem força pra voar
Teu olhar
Tens um olhar Que domina
Os quais me fascina
Na noite ilumina
E me desatina
O nada esquadrilha
E tudo neste olhar
No princípio foi um sonho
E seu perecer um lamento
Tens no olhar a paz cobiçada
A procura incessante
O apelo constante
O desejo de amar
domingo, 22 de maio de 2011
Ser palavra
Palavras sãos ditas!
Podem são malditas
Quando em desvelo são ditas
Palavras são Escritas
Porem são benditas
Quando por amor são escritas
Palavras são lidas
Porem são refletidas
Quando na vida são lidas
Palavras são vividas
Porem são apaixonadas
Quando no tempo são vividas
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Rosa
Da Roseira vermelha
Broto da mocidade
Singela, e bela,
Uma Rosa desabrolha
Numa sexta majestosa
E perfuma
Beleza sem igual
Dentre tantas distintas
Em meios aos acúleos
Está, intensa,
Guardando na cerne
Seu segredo
Mas o calor do dia
A tempestade da noite
A rosa singela
Sofre, perde
E aos pouco sua beleza
Se rescinde
No jardim da história
Muitas rosas estão
Sob o tempo nebuloso
Vive solitária
E num sábado tenebroso
Murcha e morre
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Rosto
O teatro e um espetáculo.
No cantar do pavão,
Mistérios se viam.
Uma historia se passava
Lá, se viu oculto.
O autor a esperança
A platéia a saudade
Na platéia o rosto dentre tantos,
No palco o sujeito.
Os olhares que contemplam
A procura incessante
Se confunde , se acha,
Se busca, se encontra.
Por um instante se quer,
Pensa, crer talvez!
Uma presença esperada
Em meios a muitos
Não é!
Se fosse?
Quem dera !
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