sexta-feira, 20 de maio de 2011

Rosa



 Da  Roseira  vermelha
Broto  da mocidade
Singela, e bela,
Uma Rosa  desabrolha
Numa sexta majestosa
E  perfuma
Beleza sem igual
Dentre tantas distintas
Em meios aos acúleos
Está, intensa,
Guardando na  cerne
Seu segredo
Mas o calor do dia
A tempestade da noite
A rosa singela
Sofre,  perde
E aos pouco sua beleza
Se   rescinde
No jardim da história
Muitas rosas estão
Sob o tempo nebuloso
Vive solitária
E num sábado tenebroso
Murcha e morre

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