Da Roseira vermelha
Broto da mocidade
Singela, e bela,
Uma Rosa desabrolha
Numa sexta majestosa
E perfuma
Beleza sem igual
Dentre tantas distintas
Em meios aos acúleos
Está, intensa,
Guardando na cerne
Seu segredo
Mas o calor do dia
A tempestade da noite
A rosa singela
Sofre, perde
E aos pouco sua beleza
Se rescinde
No jardim da história
Muitas rosas estão
Sob o tempo nebuloso
Vive solitária
E num sábado tenebroso
Murcha e morre

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